Dias mais quentes e mais secos de 2019

 

 

 No ano de 2019 a temperatura máxima na região de Petrolina e Juazeiro no dia 24/11 alcançou no campus da UNIVASF de Juazeiro 39.4 °C às 14:12 h, enquanto na estação meteorológica do INMET, em Petrolina, a temperatura máxima foi ainda mais elevada, chegando a 40.1 °C, entre às 14 e 15 horas.  Em relação à umidade relativa do ar, o dia mais seco do ano na região foi o dia 15 de Novembro, quando o seu valor mínimo foi de 10.7% na estação meteorológica do campus da UNIVASF de Juazeiro e na estação meteorológica do INMET de Petrolina foi ligeiramente maior, 12% entre às 16 e 17 horas.

Observação: é importante mencionar que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a umidade relativa do ar ideal para o bem estar humano acima de 60% é considerada ótima para a saúde; entre 30-60% é considerada razoável, porém, abaixo de 30% é prejudicial, podendo causar problemas de saúde, entre eles: desidratação, sangramento nasal, olhos ressecados, etc

 

  

 

Região tem a madrugada mais fria do ano

As regiões Norte da Bahia e Oeste de Pernambuco polarizada por de Petrolina, Juazeiro e vizinhanças tiveram no dia 04/08/2016, a madrugada mais fria do ano, . De acordo com os dados observados nas estações meteorológicas da UNIVASF em Petrolina e Juazeiro, bem como na estação meteorológica da UNEB e nas estações do INMET, os seguintes valores de temperatura do ar foram registrados na madrugada do dia 04/08/2016: Juazeiro estação UNEB (14,2 °C); Juazeiro estação UNIVASF (17,5 °C); Petrolina estação localizada no 25 do Projeto Maria Tereza a temperatura foi a mais baixa de toda região 13,2 °C; Petrolina estação UNAIVSF (14,7 °C); Petrolina estação INMET (18,5 °C); no lado da Bahia, em Uauá estação INMET  (14,6 °C); Curaçá estação INMET  (19,5 °C); Senhor do Bonfim estação INMET  (15,7 °C); e Remanso estação INMET (17,9 °C); no lado de Pernambuco, em Ouricuri estação INMET  (17,7 °C) e Cabrobó estação INMET  (17,8 °C). Essa temperatura registrada na estação meteorológica da UNIVASF em Petrolina na madrugada do dia 04/08/2016 é apenas  um décimo de grau centígrado maior do que a registrada em Petrolina no dia 18/08/2007 (14,6 °C). Ou seja apenas um décimo menor do que na madrugada de 04/08/2016. Em Juazeiro, a menor temperatura na estação da UNIVASF desde abril de 2007 até hoje, havia sido registrada na madrugada do dia 07/07/2010. Entretanto,  na estação da UNEB, devido a sua localização geralmente as temperaturas são mais baixas, visto que o ar passa nesta estação antes de entrar na área urbana de Juazeiro. Já na estação da UNIVASF, devido o ar passar primeiro sobre a área urbana, se aquece antes de chegar na referida estação. Portanto, normalmente as temperaturas são mais elevadas na estação da UNIVASF do que na estação da UNEB. Em Petrolina, essa situação, ainda é mais acentuada, quando se compara os dados de temperatura observados na estação do INMET, localizada do Bairro Gercino Coelho e os dados observados na estação da UNIVASF, localizada no Campus da UNIVASF, fora da área urbana. Portanto, nas áreas urbanas de Petrolina e Juazeiro devido o maior aquecimento, as temperaturas são mais elevadas  do que em suas áreas rurais.  

  

BALANCO DAS CHUVAS OBSERVADAS EM PETROLINA E JUAZEIRO NO 1º TRIMESTRE DE 2016

Fazendo-se uma análise das chuvas registradas nos três primeiros meses de 2016, em Petrolina e Juazeiro,  em comparação com os dados de chuva dos últimos 104 anos, verifica-se que o índice de chuva do referido trimestre em Petrolina (431,1 mm), foi maior 186,1 mm do que o índice médio histórico para esse trimestre que é de 245,0 mm. Já  o índice de chuva do primeiro trimestre de 2016 em Juazeiro (433,2 mm), foi maior 164,8 mm do que o índice médio histórico para esse trimestre que é de 268,4 mm. Portanto, isso mostra que em média as chuvas caídas de janeiro a março de 2016, em Petrolina foram maiores 76% e em Juazeiro 61%. Esses dados também indicam que de certo modo na região como um todo, o mencionado trimestre foi bastante chuvoso, o que surpreendeu a muitos tendo em vista que os noticiários na mídia baseados em previsões climáticas do CPTEC e INMET, entre outros, indicavam que, por estar em curso um evento El Niño, o ano de 2016 seria seco ou muito seco, ou sejas, as chuvas seriam abaixo da média.

Chuva no dia 14/02/2016 em Juazeiro atingiu 82 mm e em Petrolina 67

As chuvas registradas nas Estações Meteorológicas Automáticas da UNIVASF, em Juazeiro e Petrolina, no dia 14/02/2016, atingiram índices bastante expressivos 82 mm e 67 mm, respectivamente. Essas chuvas vieram acompanhadas de fortes rajadas de vento, raios e trovões. Deste modo, no mês de fevereiro, até esta data, já choveu em Juazeiro 84,1 mm e em Petrolina 68,4 mm. Esses índices de fevereiro, somados aos de janeiro totalizam até agora, em Juazeiro 416,3 mm e em Petrolina 395,6 mm. Por outro lado, tem-se notícias de que nas regiões de Belém do São Francisco/PE e Jaguarari/BA, também no dia 14/02/2016,  ocorreram chuvas de granizo.

Ventos fortes são registrados em Petrolina entre 14 e 17/02/2016

Rajadas fortes de ventos foram registradas em Petrolina entre os dias 14 e 17 de fevereiro de 2016. Dados registrados na Estação Meteorológica automática da UNIVASF, localizada no Campus de Ciências Agrárias (burrinho), mostram que a velocidade do vento no dia 14/02/2016, por volta das 15:14h atingiu valores de cerca de 50 km/hora; enquanto no dia 16/02/2016, aos 00:50h, o vento alcançou uma velocidade bastante elevada de 59 km/hora, também no dia 17/02/2016, por volta das 15:21h, a velocidade  voltou a ser elevada, atingindo cerca de 40 km/hora.  No dia 16 ainda, entre 9 e 15 horas, o vento voltou a ser forte, bem como no dia 17/02/2016, entre 9 e 16 horas. No caso específico dos ventos fortes registrados no dia 16, essa ocorrência teve inicio no final do dia 15/02/2016, por volta das 23 horas e se prolongou até às 2 horas do dia 16/02/2016. Ventos fortes geralmente estão associados à presença de nuvens bem desenvolvidas, como cumulonimbus e stratocumulos. No caso dos ventos mais fortes registrados no dia 16, os quais estiveram acompanhados por muitos relâmpagos e trovões, foram gerados pela presença de nuvens cumulonimbus sobre a região. Ventos fortes como esses registrados na nossa região, podem causar sérios danos tanto em estruturas de áreas urbanas, como em cultivos em áreas agrícolas, principalmente em culturas mais vulneráveis e expostas como plantações de banana.   

Chuvas de janeiro de 2016, em Petrolina e Juazeiro foram uma das maiores para este mês nos últimos 104 anos

Os registrados efetuados pelas Estações Meteorológicas Automáticas da UNIVASF, mostram que as chuvas caídas em Petrolina e Juazeiro durante o mês de janeiro de 2016, foram superiores em mais de 4 vezes a média histórica do referido mês. Choveu durante o mês de janeiro em Petrolina 327,2 mm e em Juazeiro 332,2 mm. Apenas no dia 22 choveu mais do que a média de todo o mês de janeiro: em Petrolina 86,9 mm e em Juazeiro 88,4 mm. Esse índice de chuva do mês de janeiro de 2016 em Petrolina, foi o segundo maior índice de chuva registrado na cidade no mês de janeiro nos últimos 104 anos. Portanto, o total de chuva em janeiro de 2016, só não foi maior do que em janeiro de 2004 (553 mm). Já em Juazeiro, o índice de precipitação em janeiro de 2016, foi o quarto maior nos últimos 104 anos. Ou seja, foi apenas  menor do que em janeiro de 1914 (345,6 mm); 1992 (356,2 mm) e 2004 (533,3 mm).


Estações do Ano 2020